A construção de nosso país foi muito diferente daquela dos povos mais antigos – em razão da sua história de colonização, os indígenas que aqui viviam tiveram que se adaptar aos costumes dos colonizadores portugueses para não serem exterminados; também os negros, trazidos à força para trabalharem nas plantações como escravos, tiveram que mudar muitos de seus hábitos e costumes para sobreviverem; e o próprio branco português acabou, também, mudando, influenciado pelo que indígenas e negros traziam em sua bagagem cultural.
Além disso, durante 500 anos de história, esse povo promoveu o que se chama de miscigenação, ou seja, brancos, negros e índios produziram mestiços, como os caboclos, os mulatos, os cafusos – que, além de misturarem os tipos físicos, também produziram misturas culturais.
Porém, outros povos vieram se juntar aos português mais recentemente: italianos, espanhóis, eslavos, alemães, árabes chegaram trazendo novas formas de ver o mundo, novos costumes, novos hábitos, etc. Chegaram também os orientais, como os japoneses, os chineses, os coreanos, trazendo sua bagagem cultural milenar.
Assim, o povo ou nação brasileira é a mistura de todas essas diferenças – e, por isso, é único.
O enorme território que conhecemos hoje também teve uma história que o diferencia de outros no mundo – a ocupação foi feita lentamente a partir do litoral Atlântico para o interior.
Também aqui, na produção de um governo próprio e soberano, o Brasil se diferencia – enquanto muitos países se estabeleceram, da maneira como os conhecemos, há muito tempo, o nosso país só conseguiu sua autonomia no século XIX (07 de Setembro de 1822) – até então ele era parte de um outro país, Portugal.
Somente com a independência foi possível, assim, se construir efetivamente um novo país – no princípio, a forma de governo foi a Monarquia (Império) e, já no final do século XIX, foi mudada para República Federativa.
Somo um país de fato,pois temos elementos que o compõem como tal: o povo, o território e o governo. Essa construção de nosso país, não ocorreu por acaso, mas acompanhou todo o processo de formação histórico-cultural do povo brasileiro e que, embora atualmente já podemos identificar o país como único, ainda não fizemos tudo: há que se aprimorar e valorizar a cultura do povo brasileiro, há que se ocupar plenamente e integrar o território nacional e há que se depurar e aperfeiçoar o governo para que sirva aos interesses comuns, de fato.
Portanto, cabe a cada um de nós, integrante desse povo, desse território, desse governo, contribuir para tornar isso possível – é isso que chamamos de cidadania.
Prof. Walter/2011
Para ampliar clique na imagem.
Exercícios de Fixação
01 – Quais as características de um povo como grupo?
02 – Qual o fator que produziu a construção de um único povo a partir de tantas características diferentes entre as pessoas?
03 - Mostre linearmente, como foi construído o povo brasileiro?
04) Por que o Brasil pode ser considerado diferente quanto a sua construção?
05 – Comente como foi construído o território brasileiro.
terça-feira, 8 de março de 2011
1º - A importância do estudo da geografia
Estudar geografia é uma forma de compreender o mundo em que vivemos. Por meio desse estudo, podemos entender melhor tanto o local em que moramos – seja uma cidade, seja uma área rural – quanto o nosso país, assim como os demais países da superfície terrestre. O campo de preocupações da geografia é o espaço da sociedade humana, onde a humanidade vive e, ao mesmo tempo, produzem modificações que o (re)constroem permanentemente. Indústrias, cidades, agricultura, rios, solos, climas, populações: todos esses elementos – além de outros – constituem o espaço geográfico, isto é, o meio ou a realidade material onde a humanidade vive e do qual ela própria é parte integrante.
Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Essa última é a fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são que aspectos da natureza. Mas o ser humano reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias. Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do ser humano.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um. Mundo cada vez mais unitário. Os “mundos” ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna.
Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para suprimento de parte das suas necessidades materiais seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba no afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos , mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.
Para nos posicionarmos inteligentemente em relação a este mundo temos de conhece-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar seus fundamentos, desvendar seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade, participando ativamente de suas transformações. Para isso, devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até os âmbitos nacional e planetário. E a geografia é o instrumento indispensável para empreendermos essa reflexão.
Prof. Walter/2011
Geografia
Tudo nesse espaço depende do ser humano e da natureza. Essa última é a fonte primeira de todo o mundo real. A água, a madeira, o petróleo, o ferro, o cimento e todas as outras coisas que existem nada mais são que aspectos da natureza. Mas o ser humano reelabora esses elementos naturais ao fabricar os plásticos a partir do petróleo, ao represar rios e construir usinas hidrelétricas, ao aterrar pântanos e edificar cidades, ao inventar velozes aviões para encurtar as distâncias. Assim, o espaço geográfico não é apenas o local de morada da sociedade humana, mas principalmente uma realidade que é a cada momento (re) construída pela atividade do ser humano.
As modificações que a sociedade humana produz em seu espaço são hoje mais intensas que no passado. Tudo o que nos rodeia se transforma rapidamente. Com a interligação entre todas as partes do globo, com o desenvolvimento dos transportes e das comunicações, passa a existir um. Mundo cada vez mais unitário. Os “mundos” ou sociedades isoladas, que viviam sem manter relações com o restante da humanidade, cederam lugar ao espaço global da sociedade moderna.
Na atualidade, não existe nenhum país que não dependa dos demais, seja para suprimento de parte das suas necessidades materiais seja pela internacionalização da tecnologia, da arte, dos valores, da cultura afinal. Uma guerra civil, fortes geadas com perdas agrícolas, a construção de um novo tipo de computador, a descoberta de enormes jazidas petrolíferas, enfim, um acontecimento importante que ocorra numa parte qualquer da superfície terrestre provoca repercussões em todo o conjunto do globo. Muito do que acontece em áreas distantes acaba no afetando de uma forma ou de outra, mesmo que não tenhamos consciência disso. Não vivemos mais em aldeias relativamente independentes, como nossos antepassados longínquos , mas num mundo interdependente e no qual as transformações se sucedem numa velocidade acelerada.
Para nos posicionarmos inteligentemente em relação a este mundo temos de conhece-lo bem. Para nele vivermos de forma consciente e crítica, devemos estudar seus fundamentos, desvendar seus mecanismos. Ser cidadão pleno em nossa época significa antes de tudo estar integrado criticamente na sociedade, participando ativamente de suas transformações. Para isso, devemos refletir sobre o nosso mundo, compreendendo-o do âmbito local até os âmbitos nacional e planetário. E a geografia é o instrumento indispensável para empreendermos essa reflexão.
Prof. Walter/2011
Geografia
sexta-feira, 4 de março de 2011
1º, 2º e 3º - O Mundo natural e o mundo social
1. O MUNDO NATURAL E O MUNDO SOCIAL
A Geografia é uma ciência que procura sempre, localizar e explicar os fenômenos que ocorrem na superfície terrestre
Observando o que temos à nossa volta , percebemos que essa superfície terrestre é dividida , além das condições naturais , também em função das relações dos homens entre si – ou seja, as diferenças de culturas, de línguas, de religiões, da história de cada grupo humano é que acabam por ser relevantes na construção das divisões das superfície terrestre.
Algumas das divisões ocorrem pelas próprias condições impostas pela natureza, como, por exemplo, os continentes, as zonas térmicas, as placas tectônicas etc.
Porém, chama a nossa atenção a divisão dos territórios dos continentes em partes que chamamos de países – e nestes países, outras subdivisões podem ocorrer ( os estados, os municípios – não representados) e, com certeza, elas não são produto da natureza, mas das relações dos homens entre si, ou seja, da “natureza social”.
Um país, é uma divisão territorial do espaço da superfície terrestre que tem limites e, se constituíram a partir da população humana dispersa pelos continentes de forma diferenciada., que acabou provocando condições diferentes de vida: alguns puderam, pelos recursos naturais existentes na área onde se fixaram, desenvolver a agricultura e a pecuária; outros, por terem um espaço muito reduzido, dedicaram-se ao comércio; outros, ainda, queriam o mesmo espaço que outro grupo, e se tornaram guerreiros.
Essas condições de trabalho e de vida diferentes em cada região promoveram uma diferenciação entre os diversos grupos de pessoas que, para viverem juntas, estabeleceram algumas coisas em comum: criaram uma linguagem que permitisse que se entendessem, criaram regras de convivência adotaram uma religião e promoveram cultos, cânticos, festas religiosas, que acabaram por identificar aquele grupo como diverso do outro.
Pela observação de algumas características quanto a indumentária, instrumentos e até traços físicos, conseguimos identificar a que grupo pertencem.
É justamente essa noção de identificação de um determinado grupo em relação a outro que chamamos de povo.
Assim podemos definir povo como um grupo de pessoas que tem a mesma língua, as mesmas tradições mesma história.
Historicamente para que esse povo pudesse se constituir, havia uma área de convivência, um território em que estavam fixado e com o qual interagiam – alguns povos puderam permanecer neles, outros não. Há povos, como os ciganos que são nômades . Há povos que, apesar de ocuparem o mesmo território há muito tempo, ainda não tem um país. Há territórios ocupados por vários povos. Portanto, apesar de todos os povos ocuparem um lugar, nem todos construíram suas fronteiras territoriais.
Então, não basta haver um povo e um território para que exista um país – é preciso algo mais. Além de identidade cultural, lingüística, econômica, os povos também se organizaram politicamente , isto é, eles criam relações de governo e estabelecem como serão administrados para que todos possam chegar a um bem comum – é o que chamamos de Estado.
Assim, podemos entender um país como um território habitado por um povo, com um governo próprio e soberano que o representa (Estado).
Prof. Walter
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