É triste a realidade da educação e dos cidadãos que estamos formando. No último sábado ocorreu o Exame Nacional do Ensino Médio. Nossos cidadãos do "futuro" estão carregando para todos os ambientes os péssimos hábitos de seu cotidiano, demonstrando que não estão preparados para o cenário externo, adotando um comportamento cada vez mais padronizado. Muitos não sabem se comportar diante de várias situações, perdendo oportunidades que surgem. Usam as ferramentas tecnológicas a todo momento e em qualquer lugar. Elas são importantes em nossas vidas, mas não podemos nos tornar reféns dessa tecnologia, ao ponto de perdermos a exata medida de seu uso.
Nas aulas, percebo que muitos alunos não prestam a mínima atenção, buscando meios de desviar a atenção do professor para navegar no celular. O desgaste é muito grande, tendo em vista que a todo momento temos que intervir para que volte sua atenção para a aula.
É sabido por todos que em um exame, eleição, concurso, cinema, teatro e em muitos espaços pelos quais passamos, algumas atitudes e uso de equipamentos eletrônicos ou de telefonia celular são proibidos. Porém, muitos adolescentes e até adultos vem apresentando um comportamento e atitudes incompreensivas. Estamos falando de seres racionais, que pensam e sabem distinguir o que é correto, daí não aceitarmos esse desvio comportamental.
Durante os exames do ENEM mais de 1.500 indivíduos foram flagrados usando o celular, tirando selfie e postando nas redes sociais, alguns se retirando da sala de exame antes das duas horas mínimas, assim, foram desclassificados e convidados a se retirarem da sala. Isso mostra a pouca importância que essa geração vem dispensando as convenções sociais e as instituições.
Felizmente, creio que a maioria foram com compromisso e responsabilidade, com o propósito de executar aquilo para o qual se increveu, atingindo o sucesso pleno.
Trabalho de parto durante a prova
Mercadante contou que uma participante do Enem em Teresina (PI) entrou em trabalho de
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quarta-feira, 12 de novembro de 2014
terça-feira, 6 de maio de 2014
A GRAFITAGEM PARA A EDUCAÇÃO
A intenção aqui é evidenciar a identidade dos grafiteiros e as contribuições que essa arte de rua possa dispensar a educação em artes visuais, possibilitando através de projetos a interdisciplinaridade, onde todos possam, através de ações coletivas, despertar nos educandos o gosto pela arte, provocando suas habilidades e competências para produzir arte e respeitando a forma como cada um a desenvolve . O objetivo aqui não é destacar os aspectos técnicos de produção do grafite, mas algumas questões atuais sobre os sentidos do ensino de arte levantados por ele.
Deste modo, a abordagem é feita a partir do que denominamos “arte de rua” e a “arte de museu, desse modo, Dewey (1980), critica a separação que a visão capitalista de experiência estética impõe entre a arte e a vida prática, distanciando as pessoas ‘comuns’ do círculo elitista de apreciadores, únicos capazes de compreender e fruir a profundidade da experiência contemplativa. As obras de arte expostas nos museus é sinônimo de status, pois são contempladas pela elite da sociedade, que representa sinônimo de bom gosto e parte de um grupo seleto. Dessa forma, a “arte de rua” não é aceita pois não representa os conceitos e ou valores burgueses - qualidade artística, refinamento intelectual, sensibilidade desenvolvida e boas maneiras.
O Grafite é uma forma de manifestação artística que se dá em espaços públicos através de inscrições feitas em paredes e muros. Acredita-se que o hábito de deixar escritos nos ambientes tenha surgido no Império Romano com os grandes exércitos e a política imperialista.
Em território nacional o Grafite foi introduzido no estado de São Paulo e se espalhou por todo o território, onde cada região se apropriou de formas diversas. Além de ganhar força o movimento ganhou características próprias do povo brasileiro e hoje é reconhecido como um dos melhores grafites do mundo.
Toda manifestação artística representa a situação histórica na qual está inserida e realizada pelo sujeito histórico dentro de um contexto histórico-social e econômico. No entanto , o grafite utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é
o espaço urbano. Assim como o grafite a pichação interfere no espaço , subverte valores, é espontânea , gratuita , em fim . Mas há diferenças, entre o grafite e a pichação , é que o primeiro advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o grafite privilegia a imagem, a pichação , a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto.
O grafite ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrário aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezes planejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem, é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, ao visualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor, dizendo essa proibição, percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade grafitada, sem sequer ser comunicado. Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto, porém a de convir que o grafite por sua natureza intrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras, reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o grafite basicamente preto e branco. Porém esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda tem suas raízes atuais, o fato de fazer grafite com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas, assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bom Bing, ou mesmo trono, numa representação espontânea.
No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o grafite a cada dia que se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso, porém discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta.
A trupe de grafite americano, começou a despontar em 1980, junto com o movimento hip hop, fazendo parte dos tão falados 4 elementos¹, que no caso se ligam diretamente ao rap. ____________________
¹ os DJs, nos toca discos, os MC's , no microfone, mandando sua mensagem, os B.Boys , entrando no compasso do rap com danças criativas, e os graffers , colorindo o meio em que passam.Grafite polemico em Boston - A dupla brasileira Otavio e Gustavo Pandolfo, conhecidos como Os Gêmeos, tem pela primeira vez uma exibição de arte nos Estados Unidos. A exposição abriu no Institute of Contemporary Art em Boston.
____________________
² No mundo do grafite, não existem irmãos mais conhecidos que, é uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo.
No Brasil esse estilo não só invadiu o metrô, varias experiências foram realizadas em termos de técnica, pois no inicio só se via um tipo de traço de spray. O tamanho padrão das latas, com jatos relativamente grossos, fez com que se buscassem novas possibilidades de variação de bicos. Assim percebeu-se que desodorantes e inseticidas possuíam bicos que produziam traços mais finos. A partir daí, descobriu-se que extraindo um pouco de ar da lata de tinta spray seu jato torna-se menos denso, e o traço mais fino, e assim fora se aprimorando. Por ultimo, tivemos a utilização do compressor, substituindo a lata de spray, porem muitos dos grafiteiros discordam da utilização dele, pois alem de substituir as latas está substituindo o próprio grafiteiro, deixando o de comparsa a uma máquina.
O estilo americano começou realmente a ser realizado em grande escala em 1989, com os gêmeos², Speto, Binho, Tinho e ,ainda, o excelente grupo Aerosol, que se destacaram entre outros.
Grafitagem de Blu e Os Gêmeos Grafitagem de na faixada de um prédio e Portugal para o Crono Festival em Lisboa.
Hoje em dia, além das letras coloridas, característica do grafite americano, estão aparecendo desenhos elaborados, partindo de apurada técnica.
Esses desenhos traduzem o universo hip hop em suas mais variadas nuances, com figuras humanas dançando, pensando, cantando, etc. bastante
americanizado, porém, os mesmo estão caminhando para uma evolução, podemos verificar que o estilo americano, está aqui no Brasil passando por adequações para a realidade local, e assim expondo nossa cultura a população.
Os projetos de grafitagem para a educação tem por objetivo debater sobre as manifestações artísticas em espaços não-convencionais e experimentar o caráter transgressor da arte, conhecendo e debatendo sobre as relações nas escolas entre arte e a política.
Se faz necessária uma discussão sobre as diferenças entre o grafite, a pichação e a "pixação", tendo em vista que há uma diferença entre estas duas últimas manifestações, que não se restringe ao modo de grafar as palavras. A pixação aparece de modo mais incisivo a demarcação de território, ocupação, e este pode ser um dos motivos de serem feitos em locais que nos leva a questionar o pro quê são pixados. As três formas de manifestação apresentam suas transgressões, se considerarmos a articulação entre arte e política. Porém para quem as vê, significam ações depredatórias e poluidoras visuais.As pichações, que surgem historicamente como espaço de expressão de ideias políticas, lança mão da linguagem verbal, são frases ou palavras de ordem. Podem também ser frases poéticas ou declarações de amor e amizade. O pixo expressa o espaço em disputa, e as palavras ou frases utilizadas são grafismos indecifráveis para as pessoas que não fazem parte do grupo (como o Grupo Pixação, de São Paulo. O grafite tem caráter transgressor pela vontade de levar a arte para fora dos muros da instituição (como Alex Valauri, o pai do grafite no Brasil). A maioria dos grafites exploram a linguagem visual, mas podem também trazer com frases ou palavras trabalhadas plasticamente com formas e cores. Portanto, a proposta é que o garfitagem nas escolas ganhem um caráter político e possibilite a apropriação dos espaços como forma de expressar seus pensamentos de forma organizada e abundante em informações. Os elementos arquitetônicos da escola pode ser um importante espaço para que o grafite acorra, observando se o grafite se ajusta naquela arquitetura, investigando a potencialidade de cada espaço – interno ou externo, pois é a partir disso, que as ideias para a grafitagem vão surgir.
Grafite de Nuxuno Xan, grafiteiro da Martinica,
ajuste de grafite a arquitetura disponível.
As propostas e ideias surgidas podem ser trabalhadas coletivamente, favorecendo aprendizagens relacionadas à partilha de ideias, conhecimentos e responsabilidade de cada um. Possibilitando um estreitamento de relacionamento entre a comunidade interna e a externa, abrindo, dessa forma, uma relação de parceria e estreitamento de pertencimento por parte da comunidade com a escola.
A partir daí é possível fazer uma reflexão das transformações e ganhos entre comunidade interna e externa e quais fatores podem ser melhorados. Acredito que dessa forma todos os envolvidos ganham, tanto no respeitos aos espaços, como em mudanças de comportamento entre as comunidades.
Prof. Walter Zenio
Deste modo, a abordagem é feita a partir do que denominamos “arte de rua” e a “arte de museu, desse modo, Dewey (1980), critica a separação que a visão capitalista de experiência estética impõe entre a arte e a vida prática, distanciando as pessoas ‘comuns’ do círculo elitista de apreciadores, únicos capazes de compreender e fruir a profundidade da experiência contemplativa. As obras de arte expostas nos museus é sinônimo de status, pois são contempladas pela elite da sociedade, que representa sinônimo de bom gosto e parte de um grupo seleto. Dessa forma, a “arte de rua” não é aceita pois não representa os conceitos e ou valores burgueses - qualidade artística, refinamento intelectual, sensibilidade desenvolvida e boas maneiras.
O Grafite é uma forma de manifestação artística que se dá em espaços públicos através de inscrições feitas em paredes e muros. Acredita-se que o hábito de deixar escritos nos ambientes tenha surgido no Império Romano com os grandes exércitos e a política imperialista.
Em território nacional o Grafite foi introduzido no estado de São Paulo e se espalhou por todo o território, onde cada região se apropriou de formas diversas. Além de ganhar força o movimento ganhou características próprias do povo brasileiro e hoje é reconhecido como um dos melhores grafites do mundo.
Toda manifestação artística representa a situação histórica na qual está inserida e realizada pelo sujeito histórico dentro de um contexto histórico-social e econômico. No entanto , o grafite utilizando-se da cidade como suporte , a de retratar a situação , nesse meio presenciada ou vivida , assim relaciona automaticamente com a pichação também, cujo seu veiculo de existência também é
o espaço urbano. Assim como o grafite a pichação interfere no espaço , subverte valores, é espontânea , gratuita , em fim . Mas há diferenças, entre o grafite e a pichação , é que o primeiro advém das artes plásticas e o segundo da escrita, ou seja, o grafite privilegia a imagem, a pichação , a palavra ou a letra , sempre retratando o que a de convir ao contexto.
O grafite ao utilizar o meio urbano como forma de expressão, contrário aos demais movimentos artísticos , que se inserem na sociedade através de um trabalho muitas vezes planejado e exposto em galerias e museus , faz com que seja bastante questionado. Um dos aspectos conceituais mais interessantes encontrados nessa linguagem, é sem duvida, a questão da proibição, sempre presente , talvez um preconceito ou mesmo uma falta de informação a respeito do que acontece e a arte final prescrita no muro , faz com que muitos da população ajam a favor dessa proibição, ao visualizar esse tipo de ação. Ao observamos essa opressão, ou melhor, dizendo essa proibição, percebemos que ela está ligada ao conceito de propriedade privada, ou seja, o que pensara o proprietário do espaço ao ver sua propriedade grafitada, sem sequer ser comunicado. Engloba uma questão bastante ideológica ao referirmos a esse aspecto, porém a de convir que o grafite por sua natureza intrínseca, sempre será marginal. Mas se focalizarmos o aspecto de pratica com as técnicas, de proposta de trabalho e de amadurecimento das obras, reconheceremos, num primeiro momento, uma fase de domínio marginal. Fase em que os artistas pelas ruas da cidade pesquisavam e realizavam o grafite basicamente preto e branco. Porém esse estilo, se é que podemos taxar dessa maneira, ainda tem suas raízes atuais, o fato de fazer grafite com pouca elaboração e de maneira ilegal ainda aflora-se na mente dos artistas, assim podemos confirmar observado-se a cidade como um todo, e que em sua maioria é tomada por esse estilo, descrito como bom Bing, ou mesmo trono, numa representação espontânea.
No entanto não podemos, dizer que a população vem encarando o grafite a cada dia que se passa como um meio artístico da cidade, podem até afirmar isso, porém discordam da ação, assim vejo que a proibição está , mais do que nunca , em pauta.
A trupe de grafite americano, começou a despontar em 1980, junto com o movimento hip hop, fazendo parte dos tão falados 4 elementos¹, que no caso se ligam diretamente ao rap. ____________________
¹ os DJs, nos toca discos, os MC's , no microfone, mandando sua mensagem, os B.Boys , entrando no compasso do rap com danças criativas, e os graffers , colorindo o meio em que passam.Grafite polemico em Boston - A dupla brasileira Otavio e Gustavo Pandolfo, conhecidos como Os Gêmeos, tem pela primeira vez uma exibição de arte nos Estados Unidos. A exposição abriu no Institute of Contemporary Art em Boston.
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² No mundo do grafite, não existem irmãos mais conhecidos que, é uma dupla de irmãos gêmeos idênticos grafiteiros de São Paulo, nascidos em 1974, cujos nomes reais são Otávio e Gustavo Pandolfo.
No Brasil esse estilo não só invadiu o metrô, varias experiências foram realizadas em termos de técnica, pois no inicio só se via um tipo de traço de spray. O tamanho padrão das latas, com jatos relativamente grossos, fez com que se buscassem novas possibilidades de variação de bicos. Assim percebeu-se que desodorantes e inseticidas possuíam bicos que produziam traços mais finos. A partir daí, descobriu-se que extraindo um pouco de ar da lata de tinta spray seu jato torna-se menos denso, e o traço mais fino, e assim fora se aprimorando. Por ultimo, tivemos a utilização do compressor, substituindo a lata de spray, porem muitos dos grafiteiros discordam da utilização dele, pois alem de substituir as latas está substituindo o próprio grafiteiro, deixando o de comparsa a uma máquina.
O estilo americano começou realmente a ser realizado em grande escala em 1989, com os gêmeos², Speto, Binho, Tinho e ,ainda, o excelente grupo Aerosol, que se destacaram entre outros.
Grafitagem de Blu e Os Gêmeos Grafitagem de na faixada de um prédio e Portugal para o Crono Festival em Lisboa.
Hoje em dia, além das letras coloridas, característica do grafite americano, estão aparecendo desenhos elaborados, partindo de apurada técnica.
Esses desenhos traduzem o universo hip hop em suas mais variadas nuances, com figuras humanas dançando, pensando, cantando, etc. bastante
americanizado, porém, os mesmo estão caminhando para uma evolução, podemos verificar que o estilo americano, está aqui no Brasil passando por adequações para a realidade local, e assim expondo nossa cultura a população.
Os projetos de grafitagem para a educação tem por objetivo debater sobre as manifestações artísticas em espaços não-convencionais e experimentar o caráter transgressor da arte, conhecendo e debatendo sobre as relações nas escolas entre arte e a política.
Se faz necessária uma discussão sobre as diferenças entre o grafite, a pichação e a "pixação", tendo em vista que há uma diferença entre estas duas últimas manifestações, que não se restringe ao modo de grafar as palavras. A pixação aparece de modo mais incisivo a demarcação de território, ocupação, e este pode ser um dos motivos de serem feitos em locais que nos leva a questionar o pro quê são pixados. As três formas de manifestação apresentam suas transgressões, se considerarmos a articulação entre arte e política. Porém para quem as vê, significam ações depredatórias e poluidoras visuais.As pichações, que surgem historicamente como espaço de expressão de ideias políticas, lança mão da linguagem verbal, são frases ou palavras de ordem. Podem também ser frases poéticas ou declarações de amor e amizade. O pixo expressa o espaço em disputa, e as palavras ou frases utilizadas são grafismos indecifráveis para as pessoas que não fazem parte do grupo (como o Grupo Pixação, de São Paulo. O grafite tem caráter transgressor pela vontade de levar a arte para fora dos muros da instituição (como Alex Valauri, o pai do grafite no Brasil). A maioria dos grafites exploram a linguagem visual, mas podem também trazer com frases ou palavras trabalhadas plasticamente com formas e cores. Portanto, a proposta é que o garfitagem nas escolas ganhem um caráter político e possibilite a apropriação dos espaços como forma de expressar seus pensamentos de forma organizada e abundante em informações. Os elementos arquitetônicos da escola pode ser um importante espaço para que o grafite acorra, observando se o grafite se ajusta naquela arquitetura, investigando a potencialidade de cada espaço – interno ou externo, pois é a partir disso, que as ideias para a grafitagem vão surgir.
Grafite de Nuxuno Xan, grafiteiro da Martinica,
ajuste de grafite a arquitetura disponível.
As propostas e ideias surgidas podem ser trabalhadas coletivamente, favorecendo aprendizagens relacionadas à partilha de ideias, conhecimentos e responsabilidade de cada um. Possibilitando um estreitamento de relacionamento entre a comunidade interna e a externa, abrindo, dessa forma, uma relação de parceria e estreitamento de pertencimento por parte da comunidade com a escola.
A partir daí é possível fazer uma reflexão das transformações e ganhos entre comunidade interna e externa e quais fatores podem ser melhorados. Acredito que dessa forma todos os envolvidos ganham, tanto no respeitos aos espaços, como em mudanças de comportamento entre as comunidades.
Prof. Walter Zenio
NOSSOS ALUNOS NÃO SABEM LER
Infelizmente a realidade na qualidade da educação brasileira, ainda é das piores no cenário mundial. Em uma recente pesquisa do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que busca medir o conhecimento e a habilidade de alunos maiores de 15 anos na leitura, matemática e ciências –, o Brasil amargou a 55ª posição no ranking de desempenho em leitura, isso entre as 65 economias avaliadas. O Brasil ficou a frente somente da Tunísia, Colômbia, Jordânia, Malásia, Argentina, Indonésia, Albânia, Cazaquistão, Catar e Peru. O desempenho dos alunos é medido do nível 0 a 6 no sistema de avaliação, aproximadamente 49,2% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do nível 2, com isso, não apresentam capacidade para compreenderem estruturas básicas de um texto. Em ciências e matemática o resultado não foi diferente, nessas disciplinas ficaram, também, nas ultimas colocações. Essa realidade é triste, uma vez que a pesquisa deixa explicita a fragilidade da educação brasileira. Muito se faz para amenizar a má qualidade nas escolas, principalmente nas redes públicas – municipais e estaduais, porém muito poucos resultados, de fato, tem surgido. As poucas experiências de êxito obtidas são conquistas de algumas unidades por iniciativa própria e ainda assim, são questionáveis, pois estou dentro do sistema e sei bem como isso funciona. Em alguns projetos, quando um ou um grupo de alunos se destaca, arma-se um circo, ou seja, há a montagem de um cenário onde dá a entender que a maioria dos alunos atingiram aquele objetivo e na prática é um dentre 2.000 ou 3.000 alunos.
A maioria de nossos alunos não conseguem entender aspectos básicos da matemática e não possuem habilidades para interpretar parágrafos de textos simples em português. Os alunos obtiveram resultados piores que a mensuração anterior e desempenho pior que o de países como o Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia.
Ocupando a 7ª posição no ranking das economias mais ricas do mundo, é inconcebível que uma Nação desse poderio econômico amargue as últimas posições nos aspectos sociais – educação, saúde, segurança, transporte, etc. Esse perfil é contraditório.
RANKING DOS PAÍSES EM LEITURA
Prof. Walter Zenio
A maioria de nossos alunos não conseguem entender aspectos básicos da matemática e não possuem habilidades para interpretar parágrafos de textos simples em português. Os alunos obtiveram resultados piores que a mensuração anterior e desempenho pior que o de países como o Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia.
Ocupando a 7ª posição no ranking das economias mais ricas do mundo, é inconcebível que uma Nação desse poderio econômico amargue as últimas posições nos aspectos sociais – educação, saúde, segurança, transporte, etc. Esse perfil é contraditório.
RANKING DOS PAÍSES EM LEITURA
Prof. Walter Zenio
quinta-feira, 1 de maio de 2014
EJA - EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
A Educação de Jovens e Adultos – EJA é uma modalidade da educação básica destinada aos jovens e adultos que não tiveram acesso ou não concluíram os estudos no ensino fundamental e no ensino médio em idade e ano próprios. No mundo moderno no qual vivemos, o direito a educação deveria ser estendido a todos, tendo em vista que é através da educação que construímos jovens e adultos críticos e participativos dentro de uma sociedade que constantemente modifica sua fisionomia. Para sermos atores desse cenário cada vez mais exigente, não podemos considerar um ponto final na construção do conhecimento. Afinal, somos seres inacabados, estamos num processo constante de formação e reconstrução. Aquele que acredita não ter mais nada a aprender - está morto dentro desse cenário atual. Nós aprendemos e ensinamos constantemente - "Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo". - Paulo Freire.
Se a EJA é uma modalidade estendida aqueles que na idade própria não conseguiram concluir seus estudos, não compreendo por que algumas pessoas se ofendem ao ouvir essa expressão, que inclusive está regulamentada pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da educação (a LDB - lei nº 9394.2 de 20 de Dezembro de 1996) - Art. 37 - A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Na época de nossos país ou avós a maioria não conseguiram cursar a educação básica e, muitos dos que cursam a EJA atualmente são exatamente desse período, em que não tinha escolas para todos e/ou porque tinham outras prioridades - trabalhar, sustentar a família, não havia escolas nas proximidades e tantos outros motivos que acabaram por privá-los do acesso aos estudos. Portanto, o momento certo para aqueles que estão voltando aos bancos das escolas, é hoje. Alguns estão voltando por uma conquista pessoal, outros porque as empresas estão exigindo, outros ainda, para se socializarem, não importa são tantos os motivos, mas o importante é que estão lá e contribuindo com suas experiências diferenciadas de vida e de trabalho.É cada vez maior a exigência, por parte dos empregadores, de pessoas com habilidade e competências para ocuparem as vagas ofertadas no mercado de trabalho, porém muitas delas não são preenchidas exatamente pelos candidatos não possuírem o perfil exigido. Para que a EJA, de fato, cumpra com seu papel de formação, se faz necessárias políticas que abranjam e objetivam a preparação dessa camada de estudantes para permanecerem e continuarem no mercado de trabalho. Não podemos permitir que em um país tão rico (sétima economia mundial) ainda exista um número tão colossal de pessoas sem acesso a escola e analfabetas.
Quando nos alfabetizamos, cai a venda que nos segavam. Passamos a enxergar um mundo colorido e de significados e a vida se transforma. Basta observar uma criança quando começa a reconhecer as palavras - a felicidade está nos olhos. Quando dentro de um carro ou ônibus, começa a ler tudo que consegue enxergar pela janela. "Olha pai - ali está escrito meu nome, ali Caixa Econômica. Olha!!!! Ali está escrito BRASIL.
Prof. Walter Zenio
Se a EJA é uma modalidade estendida aqueles que na idade própria não conseguiram concluir seus estudos, não compreendo por que algumas pessoas se ofendem ao ouvir essa expressão, que inclusive está regulamentada pelo artigo 37 da Lei de Diretrizes e Bases da educação (a LDB - lei nº 9394.2 de 20 de Dezembro de 1996) - Art. 37 - A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no ensino fundamental e médio na idade própria.
§ 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos, que não puderam efetuar os estudos na idade regular, oportunidades educacionais apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e trabalho, mediante cursos e exames.
§ 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola, mediante ações integradas e complementares entre si.
Na época de nossos país ou avós a maioria não conseguiram cursar a educação básica e, muitos dos que cursam a EJA atualmente são exatamente desse período, em que não tinha escolas para todos e/ou porque tinham outras prioridades - trabalhar, sustentar a família, não havia escolas nas proximidades e tantos outros motivos que acabaram por privá-los do acesso aos estudos. Portanto, o momento certo para aqueles que estão voltando aos bancos das escolas, é hoje. Alguns estão voltando por uma conquista pessoal, outros porque as empresas estão exigindo, outros ainda, para se socializarem, não importa são tantos os motivos, mas o importante é que estão lá e contribuindo com suas experiências diferenciadas de vida e de trabalho.É cada vez maior a exigência, por parte dos empregadores, de pessoas com habilidade e competências para ocuparem as vagas ofertadas no mercado de trabalho, porém muitas delas não são preenchidas exatamente pelos candidatos não possuírem o perfil exigido. Para que a EJA, de fato, cumpra com seu papel de formação, se faz necessárias políticas que abranjam e objetivam a preparação dessa camada de estudantes para permanecerem e continuarem no mercado de trabalho. Não podemos permitir que em um país tão rico (sétima economia mundial) ainda exista um número tão colossal de pessoas sem acesso a escola e analfabetas.
Quando nos alfabetizamos, cai a venda que nos segavam. Passamos a enxergar um mundo colorido e de significados e a vida se transforma. Basta observar uma criança quando começa a reconhecer as palavras - a felicidade está nos olhos. Quando dentro de um carro ou ônibus, começa a ler tudo que consegue enxergar pela janela. "Olha pai - ali está escrito meu nome, ali Caixa Econômica. Olha!!!! Ali está escrito BRASIL.
Prof. Walter Zenio
quarta-feira, 30 de abril de 2014
O BICHO
Em uma aula de Português da Professora Gersoni, visualizei a poesia - O BICHO de Manoel Bandeira. Como estou trabalhando O subdesenvolvimento e as desigualdades sociais achei pertinente o tema e inclui a poesia em minha aula. Afinal as desigualdades sociais provocam, fenômenos e os instintos mais selvagens nos indivíduos, trazendo grandes malefícios a sociedade. Esse quadro ocorre a nossa frente todos os dias (nas feiras, lixões, áreas de dispensa de resíduos de mercadões etc, mas tornou-se tão banal para a maioria de nós, que acabamos por encarar como natural nossos semelhantes em comportamento animalesco.A fome global, energética ou calórica (sensação fisiológicas sentida pelo corpo de ingerir alimentos) é um tipo de comportamento que, como consequência, causa dano a uma pessoa ou grupo de pessoas, e viola seus direitos e a integridade física ou psicológica do indivíduo ou de uma população.
Pessoas sem acesso a uma boa educação, até mesmo por parte dos pais, e que sofrem omissão do estado, não tendo condições básicas de subsistência, acabam por não obterem recursos para se auto-sustentarem, ou seja, de manter suas funções através da alimentação necessárias para a manutenção da vida, não é regra geral, mas grande parte de pessoas nessa situação sentem dificuldade de uma qualidade de vida adequada.
Como resultado, observam-se, nas sociedades com grandes desigualdade sociais, altos índices de subnutrição nos indivíduos em geral e alto índice de mortalidade. Na maioria dos casos o fenômeno da fome drástica é causado naquelas regiões ou países, onde há os conflitos internos entre facções e tribos rivais, as guerras que acabam por destruir o sistema produtivo, as questões físicas - climas, inundações, terremotos, furacões etc, a fragilidade dos governos e a pobreza em geral. Dessa forma acabamos por presenciar e nos comovermos com realidades como a visualizada acima, que é mais comum do que imaginamos. Para ratificarmos a existência desse fenômeno, não precisamos irmos muito longe, basta fazermos uma visita às periferias mais pobres de nosso país e/ou de nossa cidade. No nordeste brasileiro, por exemplo, centenas de pessoas são expulsas de suas terras ou morrem pela falta de alimentos devido as condições inóspitas da região.
A fome é causada, também, pela má distribuição e pelo desperdício de alimentos. O mundo é capaz de produzir alimentos a um número superior à capacidade de consumo dos seres humanos. Porém, calcula-se que 815 milhões de pessoas, em todo o mundo sejam vítimas crônicas ou de grave subnutrição, a maior parte das quais são mulheres e crianças dos países subdesenvolvidos ou em vias de desenvolvimento, principalmente no continente africano.A subnutrição crônica, na maioria dos casos, leva a um grande número de morte e também a mutilação grave de milhares de pessoas, devido a falta de sub-nutrientes e vitaminas necessárias a formação saudável dos fetos. Constantemente nascem, nesses países que passam pelo fenômeno da fome, milhares de bebês com graves deficiências.
A solução para acabar com a fome global seria uma divisão e distribuição mais equilibradas da renda e de alimentos. Existem muitos projetos e sugestões para aumentar o sistema produtivo de alimentos, principalmente nas regiões mais pobres e acometidas por guerras e aspectos físicos, cuja tecnologia para isso, é muito cara. Portanto, a fome é um fenômeno de perdurará por muito tempo no mundo.
Prof. Walter Zenio
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Exposição - Bullying
Aos queridos alunos.
Obrigado
.No último dia 08, ocorreu na unidade escolar a exposição dos trabalhos dos alunos referente ao tema bullying. Esse trabalho se fazia necessário devido a crescente onda de violência local e global, principalmente nas escolas.
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão(é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato).O bullying pode ocorrer ainda em qualquer esfera social, a palavra proferida no tom de brincadeiras ou zombarias, por mais ingênua que seja, trás grandes transtornos emocionais e físicas às pessoas e adolescente, por vezes até ao suicídio.Por isso, temos que nos policiarmos para não agredirmos as pessoas próximas a nós. Podemos não gostar de muitas coisas em uma pessoa, porém, isso não nos dá o direito de agredí-la ou sermos perversos. Somos seres frágeis e, qualquer palavra ofensiva, causa um estardalhaço emocional ao nosso semelhante.Agradeço a todos os alunos pelo empenho nos trabalhos e exposição e principalmente pela consciência de que se quisermos um mundo melhor, temos que praticar o bem e sermos gentis com o outro.
Prof. Walter Zenio
Obrigado
.No último dia 08, ocorreu na unidade escolar a exposição dos trabalhos dos alunos referente ao tema bullying. Esse trabalho se fazia necessário devido a crescente onda de violência local e global, principalmente nas escolas.
Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão(é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato).O bullying pode ocorrer ainda em qualquer esfera social, a palavra proferida no tom de brincadeiras ou zombarias, por mais ingênua que seja, trás grandes transtornos emocionais e físicas às pessoas e adolescente, por vezes até ao suicídio.Por isso, temos que nos policiarmos para não agredirmos as pessoas próximas a nós. Podemos não gostar de muitas coisas em uma pessoa, porém, isso não nos dá o direito de agredí-la ou sermos perversos. Somos seres frágeis e, qualquer palavra ofensiva, causa um estardalhaço emocional ao nosso semelhante.Agradeço a todos os alunos pelo empenho nos trabalhos e exposição e principalmente pela consciência de que se quisermos um mundo melhor, temos que praticar o bem e sermos gentis com o outro.
Prof. Walter Zenio
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