quinta-feira, 17 de abril de 2014

A NOVA ORDEM MUNDIAL - MULTIPOLARIDADE

Desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) até o final dos anos 80, prevalecia uma ordem mundial bipolar, centrada na oposição entre duas únicas grandes potências mundiais - os Estados Unidos e a União Soviética, cada uma delas liderando um de dois “mundos”: o capitalista e o socialista. Costuma-se dividir o espaço mundial em três principais grupos de nações: o Primeiro Mundo ou países capitalistas centrais (atual Norte), o Terceiro Mundo ou países capitalistas periféricos (atual Sul) e o Segundo Mundo ou países com economia planificada. O Segundo Mundo, ou do socialismo real, era constituído por vários países – União Soviética, China, Mongólia, Cuba, Polônia, antiga Alemanha Oriental, etc., abrangendo 33% da população mundial no início dos anos 80 –, que procuraram romper com o capitalismo e construir uma sociedade diferente, baseada na planificação centralizada, e não na economia de mercado. Havia uma tensão permanente entre o capitalismo, que tem por base as empresas privadas e a busca de lucros, e o socialismo real, que tinha por base as empresas estatais e afirmava dar prioridade aos “interesses coletivos”, ao invés dos lucros individuais. Essa experiência socialista surgiu no século XX (o primeiro país a adotá-la foi A Rússia, em 1917) como uma tentativa de abolir o capitalismo e a economia de mercado, construindo uma sociedade mais justa. Essa experiência socialista ou de economia planificada entrou em profunda crise. Houve uma verdadeira corrida de retorno ao capitalismo, mais rápido e profunda em alguns países (antiga Alemanha, Oriental, Hungria, República Tcheca, Croácia) e mais lenta e superficial em outros (Albânia, Cuba, Coréia do Norte) porém generalizada. Praticamente deixou de existir o Segundo Mundo ou “Mundo Socialista”, tal a natureza das mudanças que ocorreram nesses países. A constante tensão entre Estados Unidos, país líder do mundo capitalista, e A ex-União Soviética, líder do socialismo real, fazia com que os olhos do mundo todo estivessem voltados mais para a possibilidade de uma guerra entre as duas superpotências que para o problema da pobreza ou das disparidades internacionais. A atual globalização, que avançou muito com a crise do socialismo real, uma vez que o países socialistas retornaram ao mundo capitalista e abriram suas economias para o exterior, une cada vez mais todos os povos e nações, mas, ao mesmo tempo, deixa cada vez mais claras as profundas diferenças que existem no globo terrestre. A Nova Ordem Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo cenário político. A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito. A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber o Japão e a União Européia (Alemanha, Inglaterra, Itália, França, etc) em primeiro momento, e a China em segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000. Isso significa que a hegemonia econômica mundial está distribuídas entre várias potencias, distribuídas em três blocos econômicos – o Bloco americano (EUA), o Bloco do Pacífico (Japão) e Bloco Europeu (União Européia). Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos Estados Unidos e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômicos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ATIVIDADE - UMA IDENTIDADE


A Atividade UMA IDENTIDADE - foi ministrada nos alunos do 4º ao 6º ano. A Identidade de um indivíduo é formada pelo conjunto de características próprias e com as quais se pode diferenciar as pessoas (individual) e os povos (coletivo). A atividade consistia em possibilitar aos alunos a identificação com algum dos avatares (representando várias características) e reconhecendo-se de acordo com sua cor e origem. Para isso, além dos avatares, a atividade era constituída por um questionário.
Antes disso foi explicado aos alunos que a formação do povo brasileiro se deu por meio de uma miscigenação (o cruzamento entre vários povos), portanto, somos únicos, a mistura de todos os povos. Com a atividade percebi que muitas crianças têm dificuldade de se reconhecerem como sendo da cor preta, há um certo constrangimento, preferem se identificar como pardos ou explicitamente branca. Verifiquei que muitos alunos da cor preta, escolheu avatares brancos de cabelos loiros. Expliquei que somos essa sociedade bonita e única, exatamente por isso, pela mistura da formação do povo brasileiro e que temos que nos reconhecer como um povo de características multi-étnica.
O amor não escolhe raças, nem cores - sou preto, sou branco, amarelo ou vermelho! Não importa. Sou povo, sou gente, sou BRASILEIRO.


Prof. Walter Zenio

A ORDEM MUNDIAL

O conceito de ordem mundial refere-se ao padrão dominante das relações internacionais num determinado período, que pode durar algumas décadas ou até séculos. Os principais sujeitos ao atores das relações internacionais – políticas, militares, econômicas ou de outro tipo), como o próprio nome diz, são os Estados Nações – ou melhor, a sua cúpula ou parte dirigente, o governo – que faz a guerra e a diplomacia, além de controlar ( por meio de regras, taxas ou impostos, restrições, etc.) a entrada ou saída de pessoas do território nacional e, principalmente, as relações comerciais com o exterior, as exportações e as importações. Ocorre que, na prática, os Estados Nacionais são extremamente desiguais: alguns, como a China e a Índia, representam mais de 1 bilhão de pessoas; outros, como o Brunei e Samoa Ocidental, menos de 1 milhão. Alguns, como os Estados Unidos e o Japão, possuem um PIB (Produto Interno Bruto de vários trilhões de dólares, enquanto outros, como Guiné-Bissau ou Granada, possuem PIBs com menos de 1 bilhão de dólares. Alguns, como Rússia ou Canadá, possuem um imenso território, do tamanho de um continente, enquanto inúmeros outros têm território extremamente pequenos, às vezes até menores que um único município daqueles “países continentais”. Alguns, como os Estados Unidos em particular, tem uma máquina de guerra que poderia exterminar toda a humanidade, enquanto dezenas de outros possuem uma capacidade militar quase insignificante. Isso quer dizer que existe uma hierarquia de países em relação ao seu poderio militar, econômico, territorial e demográfico, daí terem surgido os conceitos de grande potência mundial ( um Estado poderosíssimo, que exerce influência e tem interesses em praticamente todo o mundo). A existência de grandes potências fornece uma certa ordem ao sistema internacional, que, sem elas – ou seja, se todos os Estados fossem de fato iguais – , provavelmente funcionaria na base da lei da selva, exceto se houvesse algo que nunca existiu a não ser em sonhos: um acordo perfeito e respeitado por todos para a paz duradoura e para resolver pacificamente os conflitos que, por certo aparecem. Uma grande potência cria em torno de si um conjunto de países alinhados sob a sua liderança,, mesmo que, eventualmente, surjam conflitos de interesses; esses conflitos, no entanto, serão resolvidos com a intermediação do Estado Líder, isto é, da grande potência. É por esse motivo que, em geral, uma ordem internacional é definida pela presença das grandes potências: uma ordem monopolar é aquela na qual existe uma única grande potência mundial, um único pólo internacional de poder.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A ORDEM MUNDIAL - BIPOLAR

Ao final da Segunda Guerra Mundial, os países europeus estavam arrasados. Os bombardeios aéreos tinham transformado a Europa num vasto campo de ruínas. A produção que esteve voltada para uma economia de guerra por quase seis anos, estava totalmente desorganizada e os países, endividados. A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação. As zonas francesa, a britânica e a norte-americana transformaram-se, em maior de 1949, na República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) e a zona de ocupação soviética deu origem, um mês depois, à República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). Os Estados Unidos forma os grandes beneficiados, pois durante a guerra e por um longo período após o término, constituíram-se no principal fornecedor de mercadorias e capital para os países envolvidos no conflito. A URSS foi a outra grande vencedora. Recuperou os territórios da Estônia, Letônia e Lituânia, parte do território da Polônia e da Romênia, etc e estendeu sua influência a todo o Leste Europeu e à parte oriental da Alemanha. Com o enfraquecimento das potências europeias (Grã-Bretanha, França e Alemanha) o mundo passou a se estruturar a partir de dois pólos opostos, EUA e URSS, que começaram a disputar a hegemonia mundial. A guerra delineou uma Ordem Mundial, conhecida como bipolar, onde os antagonismos entre o mundo capitalista e o socialista tornaram mais intensos, devido ao fortalecimento da URSS. A aliança entre os países capitalistas e a URSS, durante os anos de guerra, foi assegurada apenas pela necessidade da luta contra o inimigo comum, a Alemanha. O pós-guerra deixou claro que entre esses países existiam mais diferenças do que afinidades. Em 1947, os Estados Unidos adotaram uma política externa de contenção à expansão do socialismo, que ficou conhecido como Guerra Fria. A guerra Fria consistia na disputa entre as duas superpotências – EUA e URSS, que procuravam recrutar o maior número de aliados para conquistarem, assim, áreas de influência, ou seja, países onde pudessem fazer prevalecer seus interesses militares, políticos e econômicos. Embora nunca tenham se enfrentado diretamente, os mais importantes conflitos regionais ocorridos entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o ano de 1989 foram apoiados por essas suas superpotências. Cada uma apoiava um dos lados do conflito. Durante o século XX, vários países se tornaram socialistas. O primeiro deles, a Rússia, em 1917, fez a sua Revolução Socialista e, posteriormente em 1922, agregou-se a vários países vizinhos, criando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), com uma área bastante extensa e grandes riquezas naturais, além de uma indústria de base de certo porte. Por outro lado, os países capitalistas continuaram sua marcha para a expansão cada vez maior do capitalismo. Até a 2ª Guerra Mundial, dos países capitalistas ricos, aquele que menos sofreu os impactos da guerra foi os Estados Unidos – ao contrário, eles fortaleceram sua posição, criando linhas de crédito tanto para a Europa quanto para o Japão. Ao final da guerra, dois países tinham enorme poder econômico: Estados Unidos e União Soviética. Mais ainda: cada um deles representava uma ideologia e eram antagônicos entre si e, ambos lutavam pela mundialização de seu modo de produção. Esse é o contexto conhecido como Guerra Fria – a luta político-ideológica-econômica entre capitalistas, liderados pelos Estados Unidos e socialistas, liderados pela União Soviética. Essa bipolaridade, que durou até o final da década de 80, significou que as relações econômicas entre os países do mundo estavam vinculadas a dois pólos: o capitalismo e o socialismo. Durante esse período ocorreu a divisão entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental, a corrida armamentista nuclear, a corrida espacial, a formação da aliança militar do Ocidente (OTAN), a formação da aliança militar do Leste (Pacto de Varsóvia). Etc. De certa forma, todos os países, durante esse período eram envolvidos na “onda” da Guerra Fria. Essa luta ideológica (capitalismo X socialismo) durou até início dos anos 90. Particularmente, desde 1986, na União Soviética, uma mudança na política econômica socialista (a Perestroika) passou a orientar e a sugestionar outros países para que mudassem. Prof. Walter Geografia

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A LITOSFERA BRASILEIRA

Entenda a distribuição do território brasileiro. A primeira coisa que devemos lembrar é que, pelo posicionamento do território brasileiro, na área mais central da placa tectônica, não ocorre os fenômenos típicos dessas áreas, como os terremotos, os vulcões ou as montanhas – na verdade há, hoje, uma grande instabilidade da litosfera brasileira e as rochas brasileiras mais recentes são produzidas somente pelos agentes externos (rios, ventos, mar, intemperismo etc.
Por outro lado, a maior parte do território brasileiro já existe desde as eras Arqueozóica e Proterozóica – lembre-se que ele fazia parte da Pangéia e, posteriormente, com a divisão dela, do chamado continente de Gondwana, o que significa eu sua base é constituída pelas rochas mais antigas – as ígneas ou magmáticas e as metamórficas, que chamamos de cristalinas.
Claro que, posteriormente, muitas outras rochas, agora sedimentares, acumularam-se nas áreas mais rebaixada do relevo; que também passaram por movimentos de transformação e chegaram a constituir áreas mais elevadas, áreas onde se acumularam mares internos e lagos, ás áreas onde ocorreram fraturas das rochas, produzidas sobretudo, pelo levantamento dos Andes no Oeste da placa tectônica.
Assim podemos dizer que no Brasil, há uma grande diversidade litológica. E, na superfície essa diversidade também aparece, formando o relevo atual
A superfície atual do Brasil é constituída, em sua maior parte, por áreas de bacias sedimentares, algumas das eras geológicas mais antigas e outras que estão sendo preenchidas agora - 60% do total do território. Lembramos que o território brasileiro é muito antigo, desgastado pelo processo de erosão.
Há ainda áreas de escudos cristalinos, aquelas áreas onde há concentração de rochas magmáticas e metamórficas antigas, na proporção de 36% do território nacional.
Os 4% restantes da superfície são constituídas por rochas vulcânicas que, durante a era Mesozóica, recobriram áreas sedimentares.
Assim, podemos dizer que, no Brasil, há uma grande diversidade litológica. E, na superfície essa diversidade também aparece, formando o relevo atual.






sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A ESTRUTURA DA TERRA

Nos encontramos hoje na Era Cenozóica, Período Quaternário. É a partir daqui que vamos pesquisar. Além disso, o que mais conhecemos de nosso planeta, o mais próximo de nós é a sua superfície, lugar em que vivemos, atuamos, estabelecemos relações com o solo, com os vegetais com os animais, os outros homens – enfim, onde fazemos nossa história e construímos nossa história e construímos o espaço geográfico.
1. A atmosfera (cobertura gasosa) – a atmosfera é a camada gasosa que envolve toda a Terra e a acompanha no movimento de translação. Sua composição é de gases diversos que variam conforme a altitude. Também as temperaturas diminuem com a altitude.
Ela é uma camada de proteção contra os raios solares e radiações e que, sem ela, poderiam nos atingir e produzir excesso de calor ou de frio e, consequentemente a morte dos seres vivos. Protege-nos também de meteoritos e cometas que eventualmente poderiam atingir a Terra e causar grandes danos.
Mais próxima da superfície, constitui-se principalmente de nitrogênio, pequenas porções de gás carbônico e vapor d’água e, sobretudo, de oxigênio, fundamental para nossa sobrevivência.
2. A hidrosfera (camada líquida) – a hidrosfera é constituída pelas águas que ocupam a maior parte de nosso planeta . Três quartos da superfície terrestre estão cobertos por água e de cada 100 litros, 98,8 litros estão nos oceanos.
A água regula grande parte dos processos que ocorrem na Terra, sobretudo o ciclo da água e, consequentemente, funciona como regulador térmico (calor/frio) ou climático.
3. A litosfera (camada sólida) – a litosfera é a parte sólida da Terra, é a camada mais próxima de nós. Contudo, o que chamamos de litosfera corresponde, além do “chão” em que pisamos, ao chão dos oceanos – chamamos de crosta terrestre – e, mais interiormente, a uma parte de material pastoso próximo à superfície. Essa parte pastoso é chamada de astenosfera. Assim, litosfera é a camada formada pela crosta terrestre e pela astenosfera.
Essa é a parte mais difícil de conhecermos, já que as temperaturas aumentam à medida que nos aproximamos do centro, ou seja, conforme aumenta a profundidade. O homem não consegue penetrar além de uma fina camada. Só na parte em que conseguimos penetrar há o aumento de 1ºC de temperatura a cada 33 metros de profundidade(grau geotérmico)
No entanto, utilizando instrumentos que chamamos de sismógrafos, é possível diferenciar velocidade e trajetória de ondas sísmicas até o centro da Terra, o que nos permite perceber densidades variadas e acaba nos dando uma idéia das diferentes camadas internas (Crosta terrestre, Manto e Núcleo) da Terra.
• Crosta terrestre – forma como uma casca do planeta, tem em média 55 Km de espessura nas áreas continentais, mas é mais fina nas áreas recobertas pelos oceanos. É composta por minerais mais leves como silício e alumínio (Si, Al).
• Manto – fica logo abaixo da crosta, tem uma profundidade de 2.900 Km e ocupa 82% do volume da Terra. Por causa das altas temperaturas, o material ali existente está em estado pastoso ou de fusão – chamamos esse material de magma. Quando chega à superfície, através de vulcões, esse material é denominado lava. O manto é composto por materiais mais pesados como o silício e magnésio (Si, Ma).
• Núcleo – representa 16% do volume da Terra e 32% de seu peso, tem uma espessura de aproximadamente 5.000Km e sua temperatura varia de 4.000 a 6.000ºC. Constitui-se de níquel e, sobretudo, ferro (Ni, Fe). A parte mais central é sólida, mas a parte próxima ao manto é líquida.
4. A biosfera (camada da vida) – a biosfera é denominada a camada da vida. As diferentes espécies de seres vivos, inclusive o homem, necessitam de elementos básicos para sua sobrevivência, como a luz solar, o ar, o solo, a água – portanto, necessitam de elementos das camadas da Terra, ou seja, a atmosfera, a hidrosfera e a litosfera. É esse conjunto de ambientes que denominamos biosfera.
Nela se processa um conjunto de relações de interdependência dos diversos elementos que se influenciam mutuamente – a alteração de qualquer um deles desencadeia reações nos demais, que atingem o sistema como um todo e, consequentemente, regulam o equilíbrio necessário à existência de vida.
É claro que essas relações sempre existiram, porém, hoje mais do que nunca, a compreensão da necessidade de sua preservação e de sua fragilidade se torna evidente para a preservação da própria humanidade.

A HISTÓRIA DA TERRA

A Terra, como parte do Sistema Solar, formou-se há aproximadamente 4,5 bilhões de anos – porém, ela não era exatamente como é hoje.
Durante todo esse tempo a Terra sofreu processos de mudanças, com maior ou menor intensidade, que acabaram por torna-la esse lugar mais ou menos segura para vivermos.
Essas mudanças foram extremamente rápidas em alguns momentos e mais
lentas em outros. É pesquisando o que temos hoje que podemos entender e recriar a história da Terra. Para isso usaremos a geologia – a ciência que procura decifrar a história geral da Terra, desde o momento que se formou a crosta terrestre, constituída de rochas, até o presente. Ela estuda tanto a parte realmente histórica, datando cronologicamente, por meio de métodos diversos, cada estrato, como a composição, estrutura e fenômenos geológicos formadores da crosta.
Os geólogos também partiram do que estava mais próximo para, por meio de comparações e deduções, chegar a reconstruir a história da Terra. A diferença está na medida de tempo usada: no caso do homem falamos em anos, séculos, milênios, enquanto com a Terra utilizamos milhões e bilhões de anos, divididos em eras geológicas e períodos, daí, partimos do hoje até sua origem.


Era Cenozóica - (dura há 60 milhões de anos).
Período Quaternário
• Origem do homem;
• Glaciação ao norte do planeta.
Período Terciário
• Aparecimento dos mamíferos
• Dobramentos modernos (altas cordilheiras)

Era Mesozóica ou Secundária – (durou 140 milhões de anos)
Período: Cretáceo, Jurássico e Triássico
• Répteis figantescos;
• Erupções vulcânicas.

Era Paleozóica ou Primária – (durou 380 milhões de anos)
Períodos: Permiano, Carbonífero, Cambriano
• Grande número de fósseis indicando o aparecimento de peixes e anfíbios;
• Grandes áreas recobertas por florestas.

Eras Proterozóica e Arqueozóica ou Pré-Cambriana – (durou cerca de 4 bilhões de anos)
Períodos: Algonqueano e Arqueano
• Primeiros sinais de vida – seres primitivos unicelulares e pouco complexos.
• Solidificação da crosta terrestre.

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