quinta-feira, 17 de abril de 2014

PAÍS JOVEM - NEGATIVO OU POSITIVO?

O fato de ter sido até os anos de 1980 um “país jovem” deve ser considerado positivo ou negativo para o Brasil? Deve ser considerado negativo, se pensarmos que a grande porcentagem de crianças e adolescentes no total da população exerce um peso econômico muito maior sobre os adultos – teoricamente, a faixa etária que trabalha e sustenta as demais. Além disso, na medida em que não houve grandes investimentos em educação e saúde, a maioria desses jovens não recebeu formação adequada para exercer atividades qualificadas. De 1980 a 2000, em média, a verba destinada anualmente à educação no orçamento do Tesouro Nacional foi de apenas 6,5% do total, enquanto nos Estados Unidos, cujo orçamento é bem maior, foi de 17% e no Japão de 20%. No Brasil, apenas uma em quatrocentas pessoas inicia e conclui o ensino superior, ao passo que na França a proporção é de uma em 25 e nos Estados Unidos de uma em dez. E os gastos anuais com a saúde no Brasil situaram-se, nesse mesmo período, em torno de 2,5% do orçamento federal, enquanto na França é de 8,5% e nos Estados Unidos de 9%. As despesas com educação e a saúde dos jovens, no Brasil, recaem de fato sobre as famílias e não sobre o Estado, como ocorre nos países desenvolvidos e em muitos do Sul, como Taiwan e Coréia do Sul. Isso significa que as famílias de alta podem fornecer boa escolaridade aos seus filhos, mas as de baixa renda não; nestas os jovens normalmente têm de trabalhar para ajudar no orçamento familiar. O número de jovens, crianças ou adolescentes, que trabalham aumentou muito nas últimas décadas. Segundo dados do IBGE, na faixa etária masculina de dez a quatorze anos, por exemplo, 21,3 % do total trabalhava em 2000, contra um porcentual bem menor em 1960. e cerca de 70% dos jovens do sexo masculino de quinze a dezessete anos trabalhavam em 2000. na faixa etária feminina de dez a quatorze anos era de 10,5% a proporção das que trabalhavam em 2000; e 27% das jovens de quinze a dezessete anos trabalhavam nesse ano. Esse aumento do trabalho dos jovens, e também, em parte, das mulheres em geral, decorre do fato de os salários, em média, terem sofrido nas últimas décadas ajustes inferiores à inflação. Isso tornou o salário do chefe de família insuficiente para sustenta-la, fazendo com que várias pessoas trabalhassem para aumentar o orçamento doméstico. Do ponto de vista dos jovens, isso não é positivo, pois, em geral, prejudica seus estudos e, consequentemente, seu futuro e o da economia nacional, em uma época que exige cada vez maior qualificação da força de trabalho.

O FLUXO DE IDEIAS

Em 15 de abril de 2009, esta imagem foi divulgada pela ESA 9Agencia Espacial Européia), ela retrata o lixo espacial em órbita em volta da Terra. De acordo com a agencia, desde o primeiro lançamento (1957) até hoje, cerca de 6 mil satélites foram enviados para a órbita terrestre. Na data de divulgação das imagens, a estimativa era de que apenas 800 deles estariam ativos e 45% estariam localizados a uma distância de até 32 mil Km. Isso representa a amplitude do atual meio técnico-científico-informacional. A aceleração contemporânea, altera a natureza do espaço geográfico e imprime novo ritmo às ações humanas. As inovações técnicas (telefone, radar, transistor, fotografia, rádio, bomba atômica, circuito integrado, etc), contribuiram para a mudança na relação espaço-tempo no atual período técnico-científico-informacional.. Elas influenciaram e influenciam em demasia nossa vida cotidiana, e acabaram por revolucionar um dos setores mais importantes da atividade humana: as comunicações. A aceleração comtemporânea é entendida como o momento em que eclodem forças concentradas da sociedade em sua relação com a natureza, sendo justamente o resultado da proliferação de invenções técnicas em vários setores da atividade humana, que aumentam os ritmos e os fluxos do espaço geográfico. O conjuntos dos novos meios de comunicação (inovações técnicas), proporcionou, às populações de diferentes regiões de um mesmo país ou de países distintos, o poder de enviarem e receberem mensagens de modo rápido e eficiente, como nunca fois possível antes na história da humanidade. Até o século XIX, antes do surgimento do telégrafo, as informações ou mensagens andavam na mesma velocidade e sob as mesmas condições dos transportes materiais, por meio da utilização de cavalos e carruagens em terra e de barcos e navios nos mares e rios. Em contraste, atualmente, as informações, que são a “mercadoria” transportada pelos sistemas de comunicação, podem transitar quase instantaneamente de uma região para outra, desde que elas estejam equipadas com elementos do meio técnico-científico-informacional, como redes de transmissão de rádio e de televisão, antenas ou estações de satélite, cabos de fibra óptica. Os sátélites contribuem para quatro principais mudanças. *A distância está deixando de ser uma barreira para as comunicações, já que as informações, agora digitalizadas, podem ser transferidas para qualquer região, onde os fluxos possam ser absorvidos. *Cada vez mais, a fala, as imagens e os textos são transmitidos de maneira semelhante, por meio de impulsos eletromagnéticos. *Desenvolveu-se a chamada “sociedade da informação”: cada vez mais as pessoas precisam de informações para o seu trabalho – dados sobre a economia, outras cultutras, suas atividade profissionais – e também para o seu lazer – produção de filmes, televisão a cabo etc. *Também está havendo uma união entre as tecnologias de computação e de comunicação por intermédio das mensagens por bits eletrônicos – unidade de medida da informação, é a conjunção das palavras binary digit – digito binário –, linguagem que permite a transmissão e a decodificação de mensagens pelos computadores.

AULA EXPOSITIVA - A NOVA ORDEM MUNDIAL - MULTIPOLARIDADE

A NOVA ORDEM MUNDIAL - MULTIPOLARIDADE

Desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) até o final dos anos 80, prevalecia uma ordem mundial bipolar, centrada na oposição entre duas únicas grandes potências mundiais - os Estados Unidos e a União Soviética, cada uma delas liderando um de dois “mundos”: o capitalista e o socialista. Costuma-se dividir o espaço mundial em três principais grupos de nações: o Primeiro Mundo ou países capitalistas centrais (atual Norte), o Terceiro Mundo ou países capitalistas periféricos (atual Sul) e o Segundo Mundo ou países com economia planificada. O Segundo Mundo, ou do socialismo real, era constituído por vários países – União Soviética, China, Mongólia, Cuba, Polônia, antiga Alemanha Oriental, etc., abrangendo 33% da população mundial no início dos anos 80 –, que procuraram romper com o capitalismo e construir uma sociedade diferente, baseada na planificação centralizada, e não na economia de mercado. Havia uma tensão permanente entre o capitalismo, que tem por base as empresas privadas e a busca de lucros, e o socialismo real, que tinha por base as empresas estatais e afirmava dar prioridade aos “interesses coletivos”, ao invés dos lucros individuais. Essa experiência socialista surgiu no século XX (o primeiro país a adotá-la foi A Rússia, em 1917) como uma tentativa de abolir o capitalismo e a economia de mercado, construindo uma sociedade mais justa. Essa experiência socialista ou de economia planificada entrou em profunda crise. Houve uma verdadeira corrida de retorno ao capitalismo, mais rápido e profunda em alguns países (antiga Alemanha, Oriental, Hungria, República Tcheca, Croácia) e mais lenta e superficial em outros (Albânia, Cuba, Coréia do Norte) porém generalizada. Praticamente deixou de existir o Segundo Mundo ou “Mundo Socialista”, tal a natureza das mudanças que ocorreram nesses países. A constante tensão entre Estados Unidos, país líder do mundo capitalista, e A ex-União Soviética, líder do socialismo real, fazia com que os olhos do mundo todo estivessem voltados mais para a possibilidade de uma guerra entre as duas superpotências que para o problema da pobreza ou das disparidades internacionais. A atual globalização, que avançou muito com a crise do socialismo real, uma vez que o países socialistas retornaram ao mundo capitalista e abriram suas economias para o exterior, une cada vez mais todos os povos e nações, mas, ao mesmo tempo, deixa cada vez mais claras as profundas diferenças que existem no globo terrestre. A Nova Ordem Mundial – significa o plano geopolítico internacional das correlações de poder e força entre os Estados Nacionais após o final da Guerra Fria. Com a queda do Muro de Berlim, em 1989, e o esfacelamento da União Soviética, em 1991, o mundo se viu diante de uma nova configuração política. A soberania dos Estados Unidos e do capitalismo se estendeu por praticamente todo o mundo e a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se consolidou como o maior e mais poderoso tratado militar internacional. O planeta, que antes se encontrava na denominada “Ordem Bipolar” da Guerra Fria, passou a buscar um novo termo para designar o novo cenário político. A primeira expressão que pode ser designada para definir a Nova Ordem Mundial é a unipolaridade, uma vez que, sob o ponto de vista militar, os EUA se tornaram soberanos diante da impossibilidade de qualquer outro país rivalizar com os norte-americanos nesse quesito. A segunda expressão utilizada é a multipolaridade, pois, após o término da Guerra Fria, o poderio militar não era mais o critério principal a ser estabelecido para determinar a potencialidade global de um Estado Nacional, mas sim o poderio econômico. Nesse plano, novas frentes emergiram para rivalizar com os EUA, a saber o Japão e a União Européia (Alemanha, Inglaterra, Itália, França, etc) em primeiro momento, e a China em segundo momento, sobretudo a partir do final da década de 2000. Isso significa que a hegemonia econômica mundial está distribuídas entre várias potencias, distribuídas em três blocos econômicos – o Bloco americano (EUA), o Bloco do Pacífico (Japão) e Bloco Europeu (União Européia). Por fim, temos uma terceira proposta, mais consensual: a unimultipolaridade. Tal expressão é utilizada para designar o duplo caráter da ordem de poder global: “uni” para designar a supremacia militar e política dos Estados Unidos e “multi” para designar os múltiplos centros de poder econômicos.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

ATIVIDADE - UMA IDENTIDADE


A Atividade UMA IDENTIDADE - foi ministrada nos alunos do 4º ao 6º ano. A Identidade de um indivíduo é formada pelo conjunto de características próprias e com as quais se pode diferenciar as pessoas (individual) e os povos (coletivo). A atividade consistia em possibilitar aos alunos a identificação com algum dos avatares (representando várias características) e reconhecendo-se de acordo com sua cor e origem. Para isso, além dos avatares, a atividade era constituída por um questionário.
Antes disso foi explicado aos alunos que a formação do povo brasileiro se deu por meio de uma miscigenação (o cruzamento entre vários povos), portanto, somos únicos, a mistura de todos os povos. Com a atividade percebi que muitas crianças têm dificuldade de se reconhecerem como sendo da cor preta, há um certo constrangimento, preferem se identificar como pardos ou explicitamente branca. Verifiquei que muitos alunos da cor preta, escolheu avatares brancos de cabelos loiros. Expliquei que somos essa sociedade bonita e única, exatamente por isso, pela mistura da formação do povo brasileiro e que temos que nos reconhecer como um povo de características multi-étnica.
O amor não escolhe raças, nem cores - sou preto, sou branco, amarelo ou vermelho! Não importa. Sou povo, sou gente, sou BRASILEIRO.


Prof. Walter Zenio

A ORDEM MUNDIAL

O conceito de ordem mundial refere-se ao padrão dominante das relações internacionais num determinado período, que pode durar algumas décadas ou até séculos. Os principais sujeitos ao atores das relações internacionais – políticas, militares, econômicas ou de outro tipo), como o próprio nome diz, são os Estados Nações – ou melhor, a sua cúpula ou parte dirigente, o governo – que faz a guerra e a diplomacia, além de controlar ( por meio de regras, taxas ou impostos, restrições, etc.) a entrada ou saída de pessoas do território nacional e, principalmente, as relações comerciais com o exterior, as exportações e as importações. Ocorre que, na prática, os Estados Nacionais são extremamente desiguais: alguns, como a China e a Índia, representam mais de 1 bilhão de pessoas; outros, como o Brunei e Samoa Ocidental, menos de 1 milhão. Alguns, como os Estados Unidos e o Japão, possuem um PIB (Produto Interno Bruto de vários trilhões de dólares, enquanto outros, como Guiné-Bissau ou Granada, possuem PIBs com menos de 1 bilhão de dólares. Alguns, como Rússia ou Canadá, possuem um imenso território, do tamanho de um continente, enquanto inúmeros outros têm território extremamente pequenos, às vezes até menores que um único município daqueles “países continentais”. Alguns, como os Estados Unidos em particular, tem uma máquina de guerra que poderia exterminar toda a humanidade, enquanto dezenas de outros possuem uma capacidade militar quase insignificante. Isso quer dizer que existe uma hierarquia de países em relação ao seu poderio militar, econômico, territorial e demográfico, daí terem surgido os conceitos de grande potência mundial ( um Estado poderosíssimo, que exerce influência e tem interesses em praticamente todo o mundo). A existência de grandes potências fornece uma certa ordem ao sistema internacional, que, sem elas – ou seja, se todos os Estados fossem de fato iguais – , provavelmente funcionaria na base da lei da selva, exceto se houvesse algo que nunca existiu a não ser em sonhos: um acordo perfeito e respeitado por todos para a paz duradoura e para resolver pacificamente os conflitos que, por certo aparecem. Uma grande potência cria em torno de si um conjunto de países alinhados sob a sua liderança,, mesmo que, eventualmente, surjam conflitos de interesses; esses conflitos, no entanto, serão resolvidos com a intermediação do Estado Líder, isto é, da grande potência. É por esse motivo que, em geral, uma ordem internacional é definida pela presença das grandes potências: uma ordem monopolar é aquela na qual existe uma única grande potência mundial, um único pólo internacional de poder.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A ORDEM MUNDIAL - BIPOLAR

Ao final da Segunda Guerra Mundial, os países europeus estavam arrasados. Os bombardeios aéreos tinham transformado a Europa num vasto campo de ruínas. A produção que esteve voltada para uma economia de guerra por quase seis anos, estava totalmente desorganizada e os países, endividados. A Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação. As zonas francesa, a britânica e a norte-americana transformaram-se, em maior de 1949, na República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental) e a zona de ocupação soviética deu origem, um mês depois, à República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). Os Estados Unidos forma os grandes beneficiados, pois durante a guerra e por um longo período após o término, constituíram-se no principal fornecedor de mercadorias e capital para os países envolvidos no conflito. A URSS foi a outra grande vencedora. Recuperou os territórios da Estônia, Letônia e Lituânia, parte do território da Polônia e da Romênia, etc e estendeu sua influência a todo o Leste Europeu e à parte oriental da Alemanha. Com o enfraquecimento das potências europeias (Grã-Bretanha, França e Alemanha) o mundo passou a se estruturar a partir de dois pólos opostos, EUA e URSS, que começaram a disputar a hegemonia mundial. A guerra delineou uma Ordem Mundial, conhecida como bipolar, onde os antagonismos entre o mundo capitalista e o socialista tornaram mais intensos, devido ao fortalecimento da URSS. A aliança entre os países capitalistas e a URSS, durante os anos de guerra, foi assegurada apenas pela necessidade da luta contra o inimigo comum, a Alemanha. O pós-guerra deixou claro que entre esses países existiam mais diferenças do que afinidades. Em 1947, os Estados Unidos adotaram uma política externa de contenção à expansão do socialismo, que ficou conhecido como Guerra Fria. A guerra Fria consistia na disputa entre as duas superpotências – EUA e URSS, que procuravam recrutar o maior número de aliados para conquistarem, assim, áreas de influência, ou seja, países onde pudessem fazer prevalecer seus interesses militares, políticos e econômicos. Embora nunca tenham se enfrentado diretamente, os mais importantes conflitos regionais ocorridos entre o fim da Segunda Guerra Mundial e o ano de 1989 foram apoiados por essas suas superpotências. Cada uma apoiava um dos lados do conflito. Durante o século XX, vários países se tornaram socialistas. O primeiro deles, a Rússia, em 1917, fez a sua Revolução Socialista e, posteriormente em 1922, agregou-se a vários países vizinhos, criando a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), com uma área bastante extensa e grandes riquezas naturais, além de uma indústria de base de certo porte. Por outro lado, os países capitalistas continuaram sua marcha para a expansão cada vez maior do capitalismo. Até a 2ª Guerra Mundial, dos países capitalistas ricos, aquele que menos sofreu os impactos da guerra foi os Estados Unidos – ao contrário, eles fortaleceram sua posição, criando linhas de crédito tanto para a Europa quanto para o Japão. Ao final da guerra, dois países tinham enorme poder econômico: Estados Unidos e União Soviética. Mais ainda: cada um deles representava uma ideologia e eram antagônicos entre si e, ambos lutavam pela mundialização de seu modo de produção. Esse é o contexto conhecido como Guerra Fria – a luta político-ideológica-econômica entre capitalistas, liderados pelos Estados Unidos e socialistas, liderados pela União Soviética. Essa bipolaridade, que durou até o final da década de 80, significou que as relações econômicas entre os países do mundo estavam vinculadas a dois pólos: o capitalismo e o socialismo. Durante esse período ocorreu a divisão entre a Europa Ocidental e a Europa Oriental, a corrida armamentista nuclear, a corrida espacial, a formação da aliança militar do Ocidente (OTAN), a formação da aliança militar do Leste (Pacto de Varsóvia). Etc. De certa forma, todos os países, durante esse período eram envolvidos na “onda” da Guerra Fria. Essa luta ideológica (capitalismo X socialismo) durou até início dos anos 90. Particularmente, desde 1986, na União Soviética, uma mudança na política econômica socialista (a Perestroika) passou a orientar e a sugestionar outros países para que mudassem. Prof. Walter Geografia