quarta-feira, 30 de agosto de 2017
OS TIPOS E ETAPAS DA INDUSTRIALIZAÇÃO
A industrialização, base da modernização ou da sociedade moderna, vem ocorrendo há mais de dois séculos. Consiste não apenas na criação de um número cada vez maior de indústrias, mas também no constante aprimoramento tecnológico, no domínio da cidade sobre o campo e da técnica sobre a natureza.
Esse processo sempre acarreta urbanização e maior divisão do trabalho entre as pessoas e entre as regiões, ou seja, surge um número maior de atividades e profissões, localizadas principalmente nas cidades, e as regiões do país e até mesmo do mundo passam a ser mais integradas ou interdependentes.
• A industrialização pode ser dividida em diferentes tipos e etapas. Do ponto de vista político-econômico, podemos dizer que houve três tipos: a industrialização clássica ou original, a planificada e a tardia, periférica ou retardatária. Quanto à complexidade tecnológica, ela pode ser dividida em três etapas ou fases: a Primeira, a Segunda e a Terceira Revolução Industrial.
Industrialização clássica – foi típica dos países do Norte. Como o próprio nome diz, foi a primeira, a original, bem anterior às demais. Ela começou na Inglaterra, em meados do século XVIII, e no século XIX se espalhou para outros países europeus e de outros continentes (Estados Unidos e Japão).
• Industrialização planificada – ocorreu apenas no século XX, nos países que adotaram economias planificadas, denominadas socialistas. Consistiu em um notável esforço para ampliar os estabelecimentos industriais, com amplo predomínio de empresas estatais e ênfase nas indústrias pesadas ou de meios de produção (siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas, de cimento e outras). Esse tipo de industrialização existiu até o final da década de 1980, tendo sido importante para o avanço industrial de países como a antiga URSS, a antiga Alemanha Oriental, a Polônia, a Bulgária e outros.
• Industrialização tardia – foi a que ocorreu no Brasil, como o nome sugere, foi historicamente atrasada em relação à original – ela foi mais comum no século XX, e ocorreu em muitos países do Sul. Ela difere dos outros dois tipos por vários fatores:
• É feita em grande parte com capitais estrangeiros, enquanto nas outras predominam os capitais nacionais;
• Tem por base maior desenvolvimento das indústrias de bens de consumo, ao contrário da industrialização planificada, em que predominam as indústrias de base e, da industrialização clássica, caracterizada por um desenvolvimento equilibrado entre esses dois tipos, que criam sua própria tecnologia.
Este último fator é particularmente grave porque a tecnologia que os países do Sul adquirem dos países desenvolvidos – feita por eles e adequada a sua realidade – provoca fortes distorções na economia ao ser utilizada sem as adaptações necessárias. Por exemplo: os países subdesenvolvidos, de crescimento demográfico normalmente maior que os dos desenvolvidos, costumam importar tecnologia poupadora de mão-de-obra. Como resultado, sua população cresce a um ritmo maior que a da oferta de novos empregos, aumentando o desemprego e o subemprego.
Além disso, essa tecnologia importada é destinada à produção de artigos que custarão muito mais para a maioria da população do Sul, por causa da distribuição muito desigual da renda. No final, apenas uma minoria privilegiada acaba usufruindo esses bens “modernos”, que serão produzidos pelas indústrias mais avançadas.
Assim, esse tipo de progresso industrial dos países subdesenvolvidos baseada em capitais e tecnologia estrangeira, acaba por agravar as desigualdades sociais, pois aumenta o exército de reserva de trabalhadores desses países e facilita à empresas pagarem baixo salário, pois aumenta a concorrência entre as pessoas por qualquer emprego.
Esse processo sempre acarreta urbanização e maior divisão do trabalho entre as pessoas e entre as regiões, ou seja, surge um número maior de atividades e profissões, localizadas principalmente nas cidades, e as regiões do país e até mesmo do mundo passam a ser mais integradas ou interdependentes.
• A industrialização pode ser dividida em diferentes tipos e etapas. Do ponto de vista político-econômico, podemos dizer que houve três tipos: a industrialização clássica ou original, a planificada e a tardia, periférica ou retardatária. Quanto à complexidade tecnológica, ela pode ser dividida em três etapas ou fases: a Primeira, a Segunda e a Terceira Revolução Industrial.
Industrialização clássica – foi típica dos países do Norte. Como o próprio nome diz, foi a primeira, a original, bem anterior às demais. Ela começou na Inglaterra, em meados do século XVIII, e no século XIX se espalhou para outros países europeus e de outros continentes (Estados Unidos e Japão).
• Industrialização planificada – ocorreu apenas no século XX, nos países que adotaram economias planificadas, denominadas socialistas. Consistiu em um notável esforço para ampliar os estabelecimentos industriais, com amplo predomínio de empresas estatais e ênfase nas indústrias pesadas ou de meios de produção (siderúrgicas, metalúrgicas, petroquímicas, de cimento e outras). Esse tipo de industrialização existiu até o final da década de 1980, tendo sido importante para o avanço industrial de países como a antiga URSS, a antiga Alemanha Oriental, a Polônia, a Bulgária e outros.
• Industrialização tardia – foi a que ocorreu no Brasil, como o nome sugere, foi historicamente atrasada em relação à original – ela foi mais comum no século XX, e ocorreu em muitos países do Sul. Ela difere dos outros dois tipos por vários fatores:
• É feita em grande parte com capitais estrangeiros, enquanto nas outras predominam os capitais nacionais;
• Tem por base maior desenvolvimento das indústrias de bens de consumo, ao contrário da industrialização planificada, em que predominam as indústrias de base e, da industrialização clássica, caracterizada por um desenvolvimento equilibrado entre esses dois tipos, que criam sua própria tecnologia.
Este último fator é particularmente grave porque a tecnologia que os países do Sul adquirem dos países desenvolvidos – feita por eles e adequada a sua realidade – provoca fortes distorções na economia ao ser utilizada sem as adaptações necessárias. Por exemplo: os países subdesenvolvidos, de crescimento demográfico normalmente maior que os dos desenvolvidos, costumam importar tecnologia poupadora de mão-de-obra. Como resultado, sua população cresce a um ritmo maior que a da oferta de novos empregos, aumentando o desemprego e o subemprego.
Além disso, essa tecnologia importada é destinada à produção de artigos que custarão muito mais para a maioria da população do Sul, por causa da distribuição muito desigual da renda. No final, apenas uma minoria privilegiada acaba usufruindo esses bens “modernos”, que serão produzidos pelas indústrias mais avançadas.
Assim, esse tipo de progresso industrial dos países subdesenvolvidos baseada em capitais e tecnologia estrangeira, acaba por agravar as desigualdades sociais, pois aumenta o exército de reserva de trabalhadores desses países e facilita à empresas pagarem baixo salário, pois aumenta a concorrência entre as pessoas por qualquer emprego.
A INDUSTRIALIZAÇÃO DA HUMANIDADE
Antes da indústria moderna que nasceu com a Revolução Industrial iniciada em meados do século 18 havia somente o artesanato e a manufatura .
Chama-se artesanato o estágio mais primitivo de transformação de matérias-primas em produtos elaborados, como roupas e calçados, bebidas, móveis e utensílios domésticos. No artesanato, quase não há divisão do trabalho, e o artesão sozinho faz todo serviço,. desde a preparação da matéria-prima até o acabamento final. Existe há milhares de anos e prossegue, mesmo nos dias atuais, tanto em áreas mais pobres e pouco industrializadas como também regiões e países mais desenvolvidos, por que em geral produz bens mais personalizados, muitas vezes artísticos, sem a produção massificada da indústria moderna.
A manufatura constitui o estágio intermediário entre o artesanato e a indústria moderna, que ocorreu Principalmente nos séculos XVI, XVII E XVIII. Existem algumas máquinas e uma divisão do trabalho entre as pessoas, mas o ritmo da produção ainda depende não das máquinas (como na indústria), e sim da habilidade pessoal dos funcionários. Embora tenha predominado naqueles três séculos, ainda existem nos dias de hoje, geralmente em setores nos quais não há necessidade de produção em larga escala ou em áreas onde a indústria e a tecnologia moderna pouco avançaram.
A Revolução Industrial foi um momento em que a humanidade - ou melhor, alguns países e regiões específicos - se industrializou, isto é, implantou a indústria moderna, com intensa mecanização e produção massificada ou em série. A industrialização, base da sociedade moderna, pode ser dividida em diferentes tipos ou modelos e, principalmente em três fases ou etapas.
Do ponto de vista político-econômico, podemos dizer que houve três modelos principais de industrialização: clássica, ou original; a planificada ou socialista; e a tardia, periférica ou retardatária. E do ponto de vista do complexidade tecnológica, ela pode ser dividida em três fases: a Primeira a Segunda e a Terceira Revolução Industrial.
Resumidamente, podemos definir a industrialização como o processo de uma quantidade cada vez maior de produtos realizados.
Resumidamente, podemos definir industrialização como processo de criação de uma quantidade cada vez maior de produtos realizados pela indústria moderna (baseada em máquinas e com uma produção em série), que acaba por constituir o setor mais importante ou o motor da economia.
A industrialização clássica ou original, que foi a Primeira Revolução Industrial estendeu-se desde meados do século XVIII até o final do século XIX. Essa revolução industrial iniciou-se no Reino Unido em meados do século XVII, e no século XIX expandiu-se para os outros países europeus, especialmente Alemanha, a França, os Países Baixos (Holanda) e a Bélgica, e para os Estados Unidos. No fim do século XIX, atingiu a Rússia, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia,
Chama-se artesanato o estágio mais primitivo de transformação de matérias-primas em produtos elaborados, como roupas e calçados, bebidas, móveis e utensílios domésticos. No artesanato, quase não há divisão do trabalho, e o artesão sozinho faz todo serviço,. desde a preparação da matéria-prima até o acabamento final. Existe há milhares de anos e prossegue, mesmo nos dias atuais, tanto em áreas mais pobres e pouco industrializadas como também regiões e países mais desenvolvidos, por que em geral produz bens mais personalizados, muitas vezes artísticos, sem a produção massificada da indústria moderna.
A manufatura constitui o estágio intermediário entre o artesanato e a indústria moderna, que ocorreu Principalmente nos séculos XVI, XVII E XVIII. Existem algumas máquinas e uma divisão do trabalho entre as pessoas, mas o ritmo da produção ainda depende não das máquinas (como na indústria), e sim da habilidade pessoal dos funcionários. Embora tenha predominado naqueles três séculos, ainda existem nos dias de hoje, geralmente em setores nos quais não há necessidade de produção em larga escala ou em áreas onde a indústria e a tecnologia moderna pouco avançaram.
A Revolução Industrial foi um momento em que a humanidade - ou melhor, alguns países e regiões específicos - se industrializou, isto é, implantou a indústria moderna, com intensa mecanização e produção massificada ou em série. A industrialização, base da sociedade moderna, pode ser dividida em diferentes tipos ou modelos e, principalmente em três fases ou etapas.
Do ponto de vista político-econômico, podemos dizer que houve três modelos principais de industrialização: clássica, ou original; a planificada ou socialista; e a tardia, periférica ou retardatária. E do ponto de vista do complexidade tecnológica, ela pode ser dividida em três fases: a Primeira a Segunda e a Terceira Revolução Industrial.
Resumidamente, podemos definir a industrialização como o processo de uma quantidade cada vez maior de produtos realizados.
Resumidamente, podemos definir industrialização como processo de criação de uma quantidade cada vez maior de produtos realizados pela indústria moderna (baseada em máquinas e com uma produção em série), que acaba por constituir o setor mais importante ou o motor da economia.
A industrialização clássica ou original, que foi a Primeira Revolução Industrial estendeu-se desde meados do século XVIII até o final do século XIX. Essa revolução industrial iniciou-se no Reino Unido em meados do século XVII, e no século XIX expandiu-se para os outros países europeus, especialmente Alemanha, a França, os Países Baixos (Holanda) e a Bélgica, e para os Estados Unidos. No fim do século XIX, atingiu a Rússia, o Japão, a Austrália e a Nova Zelândia,
terça-feira, 29 de agosto de 2017
O PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO DO BRASIL
A industrialização do Brasil – isto é, a mudança de uma sociedade rural e agrária para uma sociedade urbana e industria – começou no fim do século XIX, tendo se intensificado a partir dos anos de 1930. Os fatores indispensáveis para a modernização do Brasil foram a abolição da escravidão e a consequente expansão do trabalho assalariado, a imigração e a expansão de um mercado consumidor, as exportações de café e os capitais que elas geraram.
Sabemos que foi apenas no final do século XIX que a escravidão no Brasil foi abolida, período em que também se aceleraram a vinda de imigrantes e a expansão da relação de trabalho assalariada. Isso tudo foi fundamental para a expansão das indústrias no país. Antes havia no máximo algumas indústrias isoladas, muito artesanato e algum crescimento manufatureiro, mas não industrialização.
A escravidão era um obstáculo à modernização tecnológica do trabalho, à aquisição de máquinas, pois a compra de escravos era um investimento alto e feito a vista, antes mesmo que eles começassem a trabalhar. Os proprietários de escravos queriam explorá-los ao máximo, e, portanto, não era conveniente adquirir máquinas para poupar trabalho humano. A evolução tecnológica pressupões especialização do trabalhador, e também não convinha aos proprietários educar e especializar seus escravos.
A relação de trabalho assalariada apresenta efeitos contrários à escravidão no que se refere à expansão da maquinaria. O trabalhador assalariado não constitui investimento elevado à vista, pois ele só recebe depois de começar a trabalhar e aos poucos (semanal ou mensal). Os salários e a liberdade de comprar o que quiserem fazem dos proletários uma parcela de consumidores de bens industrializados. Os seja, com o trabalho assalariado, o mercado consumidor se amplia.
Outro fator importante para o surto da industrialização foi a imigração. Os imigrantes – principalmente italianos e espanhóis – foram os primeiros trabalhadores assalariados no Brasil, os primeiros operários da indústria nascente, e aumentaram o mercado consumidor do país , pois já tinham o hábito de adquirir bens manufaturados nos seus países de origem.
Como a industrialização brasileira foi tardia, pois começou com um atraso de quase dois séculos em relação aos países líderes da Revolução Industrial, as máquinas utilizadas e a tecnologia não foram produzidas internamente, mas importadas daqueles países que já as desenvolviam há quase dois séculos, notadamente o Reino Unido. Isso significa que não ocorreu aqui a passagem do artesanato para a manufatura e desta para a indústria, como nos países desenvolvidos.
A atividade fabril começou já em sua forma moderna, não com as máquinas antiquadas do início da Revolução Industrial (como a máquina a vapor), mas com máquinas movidas a eletricidade ou a combustão. E os estabelecimentos industriais já surgiram com grande porte para a época, e não na forma de pequenas oficinas. Em grande parte, os pequenos estabelecimentos artesanais ou manufatureiros que existiam antes desse processo acabaram sendo destruídos por ele – faliram, vencidos pela concorrência.
Para importar essa maquinaria era preciso uma fonte de divisas (moedas forte), um produto de exportação que gerasse rendas para serem aplicadas na atividade industrial. Esse produto existia desde o início do século XIX: o café. A lavoura cafeeira era, na época, a principal atividade da nossa economia, o negócio mais lucrativo, e desenvolvia-se principalmente em São Paulo, de início no Vale do Paraíba e, no fim do século XIX e início do século XX, na porção oeste desse estado.
As condições favoráveis para investimentos na indústria surgiram com as crises nas exportações de café e com o crescimento do mercado consumidor de bens industrializados, inicialmente eram importados da Europa, de fato foi nos momentos de crise – como a Primeira Guerra Mundial, a crise de 1929 e a Segunda Guerra Mundial – que o processo de industrialização do Brasil teve seus períodos de maior impulso.
Nesses momentos havia dificuldades não só para exportar café (que deixava de ser um negócio tão atraente) como também para importar bens industrializados, que já eram bastante consumidos. Isso tornava interessante – e atrativo – investir capitais na indústria, especialmente na indústria de bens de consumo duráveis (como a têxtil, de vestuário, de móveis, gráfica, etc) e não duráveis (como de bebidas, de alimentos, de cigarros e outras).
Assim pode afirmar que a industrialização brasileira teve, até o final da Segunda Guerra Mundial, caráter substitutivo, ela foi um processo de substituição de importação. Tratou-se de produzir internamente bens que eram importados dos países desenvolvidos.
Após a Segunda Guerra Mundial e especialmente a partir da década de 1950, esse processo de industrialização adquire novo caráter: as empresas norte-americanas, europeias e mais tarde japonesas começaram a se internacionalizar, tornando-se multinacionais e penetram fortemente no Brasil. O estado, passa, então, a associar-se ao capital estrangeiro ou ao privado nacional, além de criar grande número de empresas industriais públicas.
Nessa segunda metade do século XX, a industrialização brasileira deixa de ser feita essencialmente com capitais privados nacionais, em razão da notável expansão das empresas estrangeiras e também das estatais. E o surto industrial não se restringe mais às industrias de bens de consumo, atinge também o setor de bens intermediários e até de bens de capital, embora, nesse caso, em menor
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